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Inspirados no post do nosso colega Jumento e confrontados com a discussão estéril que por lá se desenvolveu em torno da originalidade da ideia apresentada (que, obviamente, tem sido explorada vezes sem conta há largos anos) decidimos, também, dar o nosso contributo. Aqui fica a versão dinâmica da mesma ideia pel' A Lei do Funil imediatamente antes de entrar em férias. ![]() Coloque o cursor por cima da imagem (e mantenha) para ver melhor... Voltaremos lá mais para o fim do mês de Agosto. Entretanto, riam-se com tudo o que valer a pena, irritem-se, como nós, com a arrogância e desfaçatez dos "nuestros hermanos" no que respeita à gestão da seca (que eles vão descontraidamente exportando para Portugal), e tenhamos esperança que o futuro nos traga melhores dias. Para já... |
![]() E que tal começarmos a trabalhar a sério (e com persistência) na substituição do petróleo como fonte de energia primária? |
(DN) Segundo o hidrobiólogo Bordalo e Sá, do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar: Espanha fez accionar o regime de excepção para o rio Douro - previsto na convenção de Albufeira - em Junho, mas as reduções de caudal começaram logo no início do ano. Em Janeiro, a redução atingiu os 80%, em Fevereiro 75% e em Março 70%, avança o investigador. "Apesar de não ser ilegal, esta situação é imoral", adverte Bordalo e Sá. E para que precisa Espanha de tanta água em pleno Inverno? Bordalo e Sá não tem dúvidas. "Para armazenar água nas barragens destinadas ao regadio." À semelhança do resto do território espanhol, mais de 90% da água é gasta na agricultura intensiva. Na bacia do Douro cultiva-se vinha, cereais e beterraba. Desde que o acordo para a gestão dos rios partilhados por Portugal e Espanha foi assinado em Albufeira, em 1998, a proveniência da água que chega ao Atlântico através do Douro alterou-se. Em 1999, 62% era gerada em Espanha e 38 % do lado português, hoje 60% é gerada do lado de cá da fronteira e apenas 40% vem de Espanha. Uma alteração que assume ainda maior significado se tivermos em conta que somente 20% da bacia do Douro se encontra em território nacional. |
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Arredondamentos penalizam portugueses Este título de uma notícia do JN pôs-me inquieto. Será que estes idiotas estavam, uma vez mais, a criticar a beleza feminina quando esta se revela na sua forma mais doce? Mas desde quando é que os arredondamentos podem prejudicar os portugueses? Só os podem beneficiar. Em beleza, em indíce demográfico, em alegria infantil, e, "créme de la créme", na certeza de que é por aí, pelos arredondamentos, que nós poderemos ter esperança num Portugal menos triste e mais confiante no seu futuro. Pronto, fui ler a notícia. Afinal o arredondamento de que fala é outro. O dos prémios do Euromilhões. Bah! Gosto muito mais da minha leitura... |
![]() (...) A Administração aguarda por decisões do Governo. O Governo aguarda informação da Administração. As diferentes tutelas não se entendem sobre a decisão a tomar. Aguarda-se decisão, aguarda-se decisão, aguarda-se decisão, aguarda-se? Um Instituto Público enganou-se na transposição de uma Directiva de Bruxelas. Teve de refazer o trabalho. Ao fim de 10 anos (!) tinha, enfim, a Directiva correctamente transposta. Mas, essa Directiva havia sido revogada e substituída por outra, sete meses antes?![]() Em 1996 é criada a empresa Metro do Mondego. São nomeados Administradores, há sede digna, carros, telemóveis, etc. O objectivo imediato é preparar e lançar o concurso. Em Fevereiro de 2005 o concurso é lançado, 9 (nove) anos depois? Durou três meses! Foi suspenso para novos estudos.(...) Nuno Ribeiro da Silva Como raio é que havemos de sair deste círculo vicioso? Ideias, precisam-se! É urgente! |
![]() Não, Secretário de Estado do Tesouro não me convém! |
![]() Cruzar dados da segurança social com outros registos é, definitivamente, um meio de investigação de fraudes altamente produtivo. Ou se descobrem pessoas que não estão doentes e fingem estar ou, como é o caso aqui descrito, estão doentes (de facto) e recebem subsídio de doença mas já não querem constar como tal para outros efeitos. Veja-se o que se descobriu agora na Califórnia... Na Califórnia 40 pilotos de avião foram indiciados por fraude depois de se ter verificado que haviam falsificado relatórios médicos sobre o seu estado de saúde escondendo com isso problemas como: esquizofrenia, doença bipolar, alcoolismo crónico, dependência de drogas, dores lombares incapacitantes, graves problemas cardíacos. Qualquer destes problemas, escamoteados fraudulentamente dos respectivos relatórios médicos, levariam ao cancelamento das suas licenças de piloto. Alguns dos pilotos apanhados nesta investigação extraordinária, iniciada para tentar descobrir usos fraudulentos dos números de cartão da segurança social, eram pilotos de aviões de linha... Mas que grande confiança se pode depositar nestes pilotos! |
![]() (para ver a imagem com maior detalhe clique aqui) Nos anos 40 do século XX ainda era possível circular no Marquês de Pombal em Lisboa, a pé ou de carro, sem sofrer os efeitos dos engarrafamentos. Era até possível passear de barco num lago artificial que hoje está parcialmente ocupado pela Estufa Fria.
Bons tempos... |
![]() Visita de um médico a um doente de peste na idade média Os homens evitavam-se [...]os parentes distanciavam-se, irmão era esquecido por irmão, muitas vezes o marido pela mulher; ah, e o que é pior e difícil de acreditar, houve pais e mães que abandonaram os filhos à sua sorte, sem cuidar deles nem visitá-los, como se fossem estranhos.
BOCCACCIO, Giovanni. Decamerão Durante séculos as populações europeias sofreram o terrível desgaste provocado por sucessivas epidemias de peste. As condições só melhoraram, lentamente, quando as condições sanitárias e os procedimentos de higiene se foram vulgarizando. A assumpção pelas autoridades da necessidade de imporem e respeitarem regras de higiene urbana foi um passo decisivo.
Entretanto é curioso, e motivo de meditação, saber o tipos de cuidados e tratamentos que eram sugeridos para enfrentar o flagelo da peste. | ||||||||||||||||||||||||
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Segundo José Penedos, presidente da Rede Eléctrica Nacional (REN): Com a abertura de concurso para a implantação de mais 1700 MW de potência eólica, que se juntam aos 760 MW já em laboração, mais os 2700 MW que já foram licenciados e ainda não estão instalados, totalizando tudo 5160 MW, Portugal "aproxima-se" da capacidade máxima (30%) de potência baseada em energias intermitentes (caso da eólica) recomendada pelos organismos internacionais. Certo!Mas, não devemos esquecer-nos que:
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![]() Nem contando carneiros consegui adormecer de novo. |
Vestimenta dos médicos, na Idade Média, para visitar doentes atingidos pela peste A peste é causada pela bactéria Yersinia pestis (pequeno bacilo encapsulado ![]() Yersinia pestis ![]() Bubo zonas a vermelho: peste nos animais zonas a amarelo: peste reportada em seres humanos (1970-98) |
![]() A alegoria do peixe numa aguarela de Karsten Fuge |
Faz hoje precisamente um ano que na capa da ÚNICA vinha uma foto do inimputável Alberto João Jardim a ilustrar uma afirmação do mesmo sobre a sua própria natureza. Neste caso, como noutros, a imprensa do "cont'nente" foi mistificadora e não reproduziu com correcção as palavras do Alberto João. É mais um exemplo das "invencionices" desses "bastardos" da comunicação social do "cont'nente". Para repor a verdade A Lei do Funil fez uma investigação por conta própria e descobriu o que o inimputável Alberto João disse de facto. Para o descobrirem basta que façam passar o cursor por cima do charuto do Alberto João.
Reposta a verdade das coisas, embora com um lamentável atraso de um ano, a equipa d'A Lei do Funil já se sente mais descontraída. Apesar de ser verdade que "a verdade vem sempre ao de cima", o que é certo é que, passado um ano, ainda ninguém tinha feito justiça ao inimputável Jardim. É agradável sentir que estamos a contribuir para reduzir os padecimentos do impante Alberto João que, já na altura, se lamuriou junto do Expresso: "Magoa-me ser tratado como um boçal!". |
![]() Por maior que seja o buraco em que você se encontra... lembre-se que, por enquanto, ainda não tem terra por cima! |
Pronto, com este calor que está você bem merece um fim de semana na praia. Mas veja lá onde é que põe os pés... |
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Marcelo Rebelo de Sousa, seguia a bordo de um avião, de Lisboa para o Porto. Ao seu lado calhou um garoto de uns 10 anos, com ar sério e compenetrado. Assim que o avião descolou, o garoto abriu um livro, mas Marcelo Rebelo de Sousa puxou conversa.![]() — Ouvi dizer que o voo parece mais curto se conversarmos com o passageiro do lado. Gostarias de conversar comigo? O garoto fechou calmamente o livro e respondeu: — Talvez seja interessante. Qual é o tema que o Sr. gostaria de discutir? — Anh, que tal política? Achas que devemos apoiar Marques Mendes nas críticas que faz ao Governo ou parece-te que devemos dar uma chance a José Sócrates? O garoto suspirou e replicou: — Pode ser um bom tema, mas antes preciso de lhe fazer uma pergunta. — Então manda! - encorajou Marcelo Rebelo de Sousa. — Os cavalos, as vacas e os cabritos comem a mesma coisa, certo? Pasto, ervas, rações. Concorda? — Sim. - disse Marcelo Rebelo de Sousa. — No entanto, os cabritos excrementam bolinhas, as vacas largam placas de bosta e os cavalos grandes bolas... Qual é a razão para isto? Marcelo Rebelo de Sousa pensou por alguns instantes, mas confessou que não sabia a resposta... E o garoto concluiu: — Então como é que o senhor se sente qualificado para discutir como deve ser governado Portugal, se não entende de merda nenhuma? |
Vale a pena ouvir e ver o vídeo feito por Diana Andringa numa entrevista ao Comandante Metropolitano de Lisboa da PSP.Depois das notícias sobre o arrastão de Carcavelos há aqui matéria para raciocinar. E, uma vez mais, concluir que nestas como noutras situações há que reagir a frio. E com calma. |
![]() Siqueiros – Democracia Levanta-se-me muitas vezes a dúvida se devo, ou não, contribuir para divulgar as informações que estão disponíveis sobre a Gripe das Aves e seus riscos para a espécie humana. É certo que não tenho qualquer obrigação institucional de o fazer. Mas será que o exercício da cidadania não implica o dever de chamar a atenção dos concidadãos para assuntos do interesse geral e que, por uma razão ou por outra, estão a passar despercebidos no meio do ruído mediático geral que tudo absorve, tudo aniquila? É minha convicção que sim. Só dessa forma poderemos, em conjunto, exercer o direito democrático de vigiar se os nossos representantes eleitos estão, de facto, a desempenhar as suas funções de forma correcta e ponderada, acautelando a saúde pública e tomando as medidas preventivas que uma análise fria da situação exige. Não interessa criar alarmismo. Bem pelo contrário! Interessa, isso sim, criar as condições necessárias para que, quando ocorrer uma situação de pandemia, saibamos que tudo o que de razoável se podia ter feito para mitigar os efeitos dessa calamidade foi feito. O resto, a fortuna decidirá. Recentemente, em momentos diferentes, tive a oportunidade de conversar com um Doutor em Medicina, jubilado, e com uma Licenciada em Química Farmacêutica proprietária de uma Farmácia em Lisboa. Impressionou-me que ambos, pessoas informadas e atentas em geral aos factos que se vão passando à sua volta estivessem tão pouco cientes dos riscos que a actual situação da Gripe das Aves implica para a sociedade em que nós nos encontramos inevitavelmente inseridos. Já antes me parecera que a informação sobre os reais problemas associados à Gripe das Aves estava a circular mal. Mesmo nos meios onde as pessoas, por formação ou dever profissional, seria natural estivessem naturalmente cientes dos contornos gerais e mesmo de alguns detalhes. Evidentemente que todos nós temos pouca disponibilidade para pensar sobre um problema com a potencial gravidade que este assunto tem. Mas, repito, não me parece que devamos deixar os nossos decisores políticos a actuar em “roda livre”. A experiência ensina-nos que os nossos decisores são genericamente pouco atentos à saúde pública (vide, por exemplo, o caso das vacas loucas – com perseguição do comité de peritos veterinários que alertavam para o problema - ou o desmantelamento do serviço nacional de assistência à tuberculose no preciso momento em que a tuberculose reiniciava o seu movimento ascendente). A experiência, dolorosa, mostra-nos que se a opinião pública não estiver devidamente alertada os nossos decisores políticos se sentem muito mais inclinados a ter em consideração os interesses económicos deste ou daquele grupo do que o interesse geral da população. Por isso, prosseguirei a recolha e divulgação da informação que estiver disponível sobre a Gripe das Aves. |
| “(...) Os juízes, os magistrados do Ministério Público e quantos trabalham nos tribunais (não raro em condições precárias) merecem todo o respeito. No entanto, justamente por isso, eles devem dar-se ao respeito, não fazendo declarações, movimentações e ameaças e greve que contrariam o seu estatuto constitucional de orgãos de soberania. (...) A este propósito, vale a pena perguntar se, em vez da redução das férias judiciais, outra providência legislativa não deveria ser adoptada: a proibição absoluta de qualquer juíz ou qualquer magistrado do Ministério Público desempenhar funções estranhas aos tribunais. E isso não tanto por causa da multiplicação de processos quanto por imperativo de dignidade das respectivas funções. Como conceber um juíz, que deve ser isento politicamente e independente, a assumir cargos políticos ou de confiança política? Não representa tal o contrário da atitude que os deve marcar? E como conceber que depois voltem à carreira e até, por vezes, venham a ser promovidos?.(...)” Prof. Jorge Miranda, Público, 9 de Julho de 2005 |
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A ave, o ovo e os horizontes de Karsten Fuge, para nos acompanhar neste fim de semana. Bom fim de semana! |
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Vejam o que em 13 de Novembro de 2004 se dizia na versão portuguesa on-line do PRAVDA: |
Como se sabe, o conhecimento científico pode ser manipulado para o bem e para o mal. Não deve haver político profissional que não se tenha já sentido tentado a usar um estudo científico para conferir respeitabilidade às suas opções mais duvidosas ou para disfarçar no ruído mediático geral as suas omissões mais clamorosas.Vem isto a propósito da divulgação pelos meios de comunicação social dos resultados de um estudo científico que, no pior cenário utilizado, aponta para 17000 óbitos em Portugal na eventualidade de sermos atingidos pela pandemia da gripe das aves. Na ocasião estranhámos o resultado pois, usando os dados divulgados que pressupõem que 25% da população nacional será infectada pelo vírus, era possível fazer uma estimativa grosseira do número de óbitos envolvido tendo em conta a letalidade conhecida, até hoje, da estirpe de vírus existente (a que ataca as aves mas só se transmite a seres humanos em condições de grande exposição destes a esse vírus). Embora grosseira a nossa estimativa tinha suporte nos dados conhecidos. Então como explicar a diferença brutal entre a nossa estimativa grosseira e a estimativa divulgada pela comunicação social? Era preciso ter acesso ao estudo científico. E foi o que aconteceu. Descobrimos que o referido estudo "GRIPE – CENÁRIOS PRELIMINARES PARA UMA EVENTUAL PANDEMIA" está disponível na net em formato pdf (este formato exige tenha o Acrobat Reader instalado no seu computador). A leitura do mesmo é interessante e, de um modo geral relativamente acessível a quem tenha alguma prática de lidar com números. E a resposta à nossa dúvida, foi encontrada? Foi! O estudo utiliza o programa "FluAid 2.0" do Center for Disease Control and Prevention (CDC) para estimar os efeitos de uma pandemia da gripe das aves em Portugal e parece bem estruturado e razoavelmente fundamentado. O senão mais significativo que lhe encontrámos foi o facto de, quando tem de introduzir dados relativos à letalidade do vírus da gripe das aves, tomar como referência os dados existentes, e publicados desde 1999, da letalidade dos vírus comuns da gripe que todos os anos nos afligem. Ora esses vírus, é bem sabido, são muito incómodos, há anos piores outros melhores, mas ninguém se assusta com a sua letalidade! Apanhar a gripe comum só muito excepcionalmente é mortal. Não espanta pois o subdimensionamento do resultado final estimado...Pois é! O tal estudo usa como dados de letalidade os relativos à gripe vulgar. O número de mortos previsto no estudo, elevado para este tipo de gripe, resulta obviamente de se ter estimado que a "taxa de ataque bruta" do vírus da gripe comum era muito superior àquela que normalmente ocorre. É claro que se as tabelas de letalidade do vírus forem ajustadas, mesmo que só aproximadamente, ao nível de letalidade conhecida da estirpe do vírus da gripe das aves actualmente existente, então a divergência entre a nossa estimativa grosseira e os dados resultantes do estudo ir-se-á esbater de forma acentuada... O número previsível de óbitos será mesmo muito superior ao referido no estudo. Infelizmente!
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Todos os dias, bem cedinho, a Formiguinha produtiva e feliz chegava ao escritório. Ali passava os seus dias, trabalhando e cantarolando uma velha canção de amor. Era produtiva e feliz, mas, não era supervisionada! O dr. Marimbondo, gerente geral, considerou tal facto inaceitável e criou um cargo de supervisor, no qual colocaram uma Barata com muita experiência. A primeira preocupação da Dª Barata foi a de padronizar o horário de entrada e saída, além de preparar belíssimos relatórios. Rapidamente se tornou necessário contratar uma secretária para ajudar a Dª Barata a preparar os relatórios e, portanto, empregaram a Menina Aranhinha, que organizou os arquivos e se ocupou do telefone. Enquanto isso, a Formiguinha produtiva e feliz trabalhava, trabalhava... O dr. Marimbondo, gerente geral, estava encantado com os relatórios da Barata, mas sentiu a necessidade de lhe serem também fornecidos quadros comparativos e gráficos, indicadores de gestão e análise das tendências. Tornou-se necessário empregar uma Mosca, ajudante do supervisor, e adquirir um novo computador com impressora a cores.A Formiguinha produtiva e feliz parou de cantarolar as suas melodias e começou a lamentar-se de toda aquela movimentação de papéis que tinha de ser feita. O dr. Marimbondo, gerente geral, sentiu-se incomodado e concluiu que era chegado o momento de adoptar medidas: criou a posição de gestor da área onde a Formiguinha produtiva e feliz trabalhava. O cargo foi dado a uma Cigarra, muito experiente, que mandou logo colocar uma carpete no seu escritório e comprar uma cadeira especial para marcar as distâncias.A nova gestora de área - claro - precisou de um computador novo. Havendo mais do que um computador, foi necessário ligá-los em rede e, no balanço, contratar um acesso à Internet. A nova gestora reclamou (e conseguiu) a contratação de uma assistente (Dª Rêmora, que já era sua assistente na empresa anterior) para ajudá-la a preparar o plano estratégico e o orçamento para a área onde trabalhava a Formiguinha produtiva e feliz. A Formiguinha deixou de cantarolar, e cada dia se tornava mais irascível."Precisamos de gastar uns cobres para que seja feito um estudo sobre o ambiente de trabalho", disse a Dª Cigarra à hierarquia. Mas, o dr. Marimbondo, gerente geral, analisou as contas do escritório e apercebeu-se de que a unidade onde a Formiguinha produtiva e feliz trabalhava já não era rentável. Contratou logo a Dª Coruja, consultora prestigiada, para que fizesse um diagnóstico da situação. A Dª Coruja permaneceu três meses nos escritórios e emitiu um relatório brilhante com vários volumes e de "vários" milhões de euros, que concluía: "Há excesso de bichos nesta empresa". O dr. Marimbondo, gerente geral, seguiu o conselho da consultora e despediu a Formiguinha! MORAL:
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Sampaio segura Souto Moura contra o Governo Governo chegou a apresentar nomes, mas Belém rejeitou todas as propostas |
Quando se fala nos riscos de uma pandemia iminente associada à Gripe das Aves não há nada como procurar fontes de informação histórica para nos ilustrarmos sobre o que foi a grande pandemia do seculo XX. Eis o que se pode ler na enciclopédia on-line Wikipédia sobre a Gripe Espanhola que atingiu Portugal em 1918.A origem geográfica da pandemia de gripe de 1918-1919 é desconhecida. A designação de Gripe Espanhola deu origem a um amplo debate na literatura médica da época. É muito provável que a doença tenha chegado primeiro a França, através de chineses que vieram trabalhar na retaguarda dos exércitos aliados. Os primeiros casos de gripe ocorreram em Abril de 1918 em tropas francesas, inglesas e norte-americanas, estacionadas nos portos de embarque em França. Em Maio, a doença atinge a Grécia, Espanha e Portugal. Em Junho, a Dinamarca e a Noruega. Em Agosto, a Holanda e a Suécia. Em Setembro, atinge a América. Todos os exércitos estacionados na Europa foram severamente afectados pela doença, calculando-se que cerca de 80% das mortes da Armada dos EUA se deveram à gripe. A pandemia desenvolve-se em três ondas epidémicas:
É provável que o vírus responsável pela pandemia esteja relacionado com o vírus da gripe suína, isolado por Richard E. Shope em 1920. Em Portugal, verificou-se uma elevadíssima taxa de letalidade, com duas ondas epidémicas e uma ocorrência muito marcada entre os 20 e os 40 anos. No Brasil foram registradas em torno de 300 mil mortes relacionadas à epidemia. A doença foi tão severa que vitimou até o Presidente da República, Rodrigues Alves, em 1919. |
É bem conhecido que uma caloria é a energia necessária para elevar a temperatura de 1g de água de 14,5 a 15,5°C.Não é necessário ser nenhum génio para calcular que, se um ser humano beber um copo de água gelada (200ml ou 200g), aproximadamente a 0°C, necessita de 200 calorias para elevar em 1°C a temperatura dessa água. Para restabelecer o equilíbrio térmico com a temperatura corporal normal, são então necessárias aproximadamente 7400 calorias para que as 200g de água alcancem os 37° C da temperatura corporal (200 g x 37°C). ![]() Esta é, portanto, a quantidade de energia necessária para garantir que a temperatura do nosso corpo se mantém a uma temperatura constante de 37° C. E, para manter esta temperatura, o nosso corpo usa a única fonte de energia disponível: a gordura corporal. Ou seja, o corpo queima gorduras para manter a temperatura corporal estável. A termodinâmica não nos deixa mentir sobre esta dedução. Assim, se uma pessoa beber um copo de cerveja grande (aproximadamente 400 g à temperatura de 0°C ), o corpo dela perde aproximadamente 14.800 calorias (400g x 37°C). Eih,eih! não nos vamos esquecer de descontar as calorias da cerveja! São (aproximadamente) 800 calorias para 400 g de cerveja.Conclusão: uma pessoa perde aproximadamente 14000 calorias com a ingestão de um copo de cerveja bem gelado!
Amigos, emagrecer é muito simples, basta beber cerveja estupidamente gelada, em grandes quantidades, e deixarmos a termodinâmica cuidar do resto.P.S. Era bom que fosse verdade mas não é... A "caloria termodinâmica" não coincide com a "caloria alimentar". A caloria alimentar é, na verdade, kcal, ou seja, há um erro de 1000 nos cálculos. Pronto, beba a cervejinha mas seja moderado senão a "dieta" não resulta |
![]() (...) Mais espantosa é a indignação que aí vai com uma entidade estranha a que chamam Estado. Porque o Estado gasta a grande fatia do que produzimos... Porque o Estado leva tudo... Não há nada como encontrar um culpado, obviamente desde que não sejamos nós. A culpa é do Estado, estamos salvos!O costume é identificar o Estado com os que mandam, com os manga de alpaca dos funcionários públicos. Raramente pensamos que o Estado somos nós.(...)António José Teixeira |
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O nosso leitor Biranta comenta a propósito do post anterior: "Mas tanta conjectura disparatada, para justificar a compra de 2 milhões e meio de medicamentos inúteis... Não percebo onde é que está a ameaça se, no conjunto dos países do sudeste asiático, houve 108 infectados e 54 mortos. Isto é análise, fria, dos factos. O resto são conjecturas sem fundamento. Actualmente, morre-se muito mais, quer cá, quer lá, por causa doutros problemas e de outras doenças, algumas das quais afectam, com regularidade, gente jovem, provocando muitas mortes prematuras. Porquê a preocupação com a gripe das aves? As gripes até são tão fáceis de curar... Especulação... Necessidade de vender (fazer comprar) um medicamento com que alguma empresa (e indivíduos) querem enriquecer, injustificadamente... Por acaso, um dos problemas que mais prejudicam as vias respiratórias, é a poluição atmosférica, relativamente ao qual urge começar a fazer alguma coisa e muita coisa pode ser feita. Mas não! Vai de assustar as pessos com a "gripe das aves", porque o que não se sabe (o que eles escondem) não nos afecta e assim, com estas notícias, toda a gente concorda com a compra das vacinas... Já cansa tanto disparate e tanto absurdo..."Infelizmente, caro Biranta, neste caso está enganado! Se de alguma coisa podemos acusar os nossos decisores políticos não é de arranjarem uma desculpa esfarrapada para comprar os tais dois milhões e meio de doses de anti-virais mas sim de só agora terem decidido adquirir as tais doses. Mas não nos iludamos! A quantidade de anti-virais encomendados dará, na melhor das hipóteses, para reforçar a resistência ao vírus dos seguintes grupos: forças de segurança, equipas de emergência médica e decisores políticos! A França, por exemplo, já quase há um ano que fez stock destes medicamentos tendo em vista reforçar a resistência ao vírus daqueles mesmos grupos. E porquê? Porque em caso de epidemia, a situação tem um potencial de tal maneira grave que o Plano de Emergência Francês (público, basta procurar na Net) prevê autênticas medidas de excepção próprias de um estado de guerra. Daí as forças de segurança...
Mas vamos aos factos que o nosso leitor Biranta desconhece e que, naturalmente, o conduziram ao raciocínio que desenvolve no seu comentário.O problema, caro Biranta, é que o facto de no conjunto dos países asiáticos apenas terem sido infectadas 108 pessoas, das quais morreram 54, é significativo mas não da maneira que diz. No caso em questão as pessoas foram infectadas com a estirpe de vírus que se transmite muito facilmente entre as aves e só muito dificilmente se transmite ao homem. Isto deve-se a que os receptores celulares dos seres humanos são muito diferentes dos das aves e a estirpe de vírus em causa está bem adaptada é aos receptores celulares das aves (galinhas, patos, perús etc.). Com esta estirpe de vírus só são contaminados seres humanos que entrem em contacto com meios ambientes onde a densidade do vírus seja elevada. Esta é a razão porque os casos conhecidos, até hoje, se deram entre pessoas que criam aves, têm galinheiros junto às suas habitações e contactam frequentemente com o meio ambiente próximo dos animais infectados. Mas então onde é que está o problema? Basta não nos aproximarmos de aviários ou galinheiros contaminados para estarmos a salvo de uma contaminação. Certo. Mas aquilo que preocupa os especialistas da Organização Mundial de Saúde, há mais de um ano, é que é conhecido o mecanismo pelo qual a estirpe de vírus da gripe das aves pode evoluir para uma estirpe de vírus transmissível entre humanos.Para que isso aconteça, isto é para que aconteça a mutação que dará origem ao vírus deste tipo de gripe mas com característiscas adequadas para se transmitir entre seres humanos basta, ao que se sabe, que uma pessoa que seja infectada com a estirpe de vírus das galinhas seja simultaneamente contaminada com um vírus vulgar da gripe humana. Num caso destes os vírus em causa encontram-se em meio propício, permutam código genético e resulta um vírus com as características letais do vírus da Gripe das Aves mas agora directamente transmissível entre humanos.É isto que mais se receia! É isto que, de acordo com os especialistas da OMS, pode degenerar numa pandemia de consequências gravíssimas. Nada destas informações que tenho estado a referir são secretas. Na verdade até já têm sido bastante divulgadas. Há alguns meses a "Science et Vie" publicou um número (Fevereiro de 2005) em que estas e outras informações são detalhadamente descritas. Mas por uma razão ou por outra as pessoas não se consciencializam destes factos. E talvez seja melhor assim. Para quem quiser saber mais sobre este assunto sugiro que consultem o sítio da Organização Mundial de Saúde (WHO) ou pesquisem no Google sob as palavras chave "Avian Influenza" ou "Avian Flu". Podem também ler aqui ou aqui |
![]() Jornal de Notícias de hojeNão nos vamos sair bem só improvisando:(...) Sem estas medidas, e a acreditar nas contas do Instituto Ricardo Jorge, haverá um mínimo de 2,5 milhões de portugueses infectados. Se a letalidade for de 0,3%, morrerão cerca de oito mil. Se for de 0,6%, haverá 17 mil óbitos. Num cenário de infecção de 35% da população, aponta-se um máximo de 21 mil mortos. No cenário mais provável (25% de infecções), há que contar ainda com 1,6 milhões de consultas médicas e 33 mil hospitalizações. Isto nas escassas vinte semanas de duração da pandemia.(...) |
Mas como é que se pode falar em letalidade de 0,3% ou 0,6% se os casos conhecidos, até agora (vejam-se as notícias acima), apontam para uma letalidade de 50% (54 mortes em 108 casos de infecção)? Com esta letalidade e no caso do cenário mais provável (25% de infecções) teremos um número de óbitos previsível de 1,25 milhões de portugueses (!) e não 17 mil mortos como diz a notícia... ![]() Bruegel: O Triunfo da Morte (pormenor) Posto isto o que é que nos resta fazer? Pensamento positivo! E, se possível, algum espírito de humor. Assim, o lado positivo desta previsível calamidade indica que:
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